sábado, 2 de outubro de 2010

Música da chuva

A noite é uma viagem
que faço de olhos fechados.
Escuto a canção das estrelas
e acompanho o som dos passos
da Lua bailando em seus cabelos.

Você é a brisa da madrugada,
árvores que se abraçam no escuro
e a música da chuva inesperada
Que cobre de beijos a sua casa.

Criaturas meio hippies

As flores são criaturas
meio hippies, serenas,
que tomam banho de chuva
e passam o dia adorando o sol.

Cantam a canção do vento e
têm uma relação de paz e amor
com as borboletas e beija-flores.

Celebram a luz de cada dia
com suas vestimentas vistosas
que seguem as cores do arco-íris.

Têm um apego radical à terra
e vivem com a graça e alegria
de quem é sempre primavera.

Primavera

Primavera é a estação
em que deitas na relva
e ficas a me perguntar
os nomes das flores.
Eu olho para o céu em
busca de inspiração
e recito todos os nomes
que já ouvi, misturando
flores e passarinhos.
E você sorri encantada
e diz que sou sedutor
como sol de primavera.

Mil passarinhos

Que em meu corpo habite
o raio de sol mais brilhante,
o perfume de mil flores azuis,
e o canto de mil passarinhos.
Quero estar pronto para quando
você chegar com seu sorriso,
o carinho de mil fadas bondosas
e a alegria que faz girar o mundo.

Feitiço brilhante

Junto os lábios num beijo 
Para a luz de prata, 
as crateras cinzentas,
o dragão meio distante, 
o mar da serenidade, 
a companhia das estrelas, 
a viagem na escuridão, 
o esconderijo de São Jorge, 
naves abandonadas na areia, 
a face oculta, the dark side.
Partilho com os cães mais
doidos o ritual de uivar,
celebrar noites de lua,
feitiço brilhante que te
faz debruçar na janela
e sonhar com amores,
noites de verão na praia
e paixões na madrugada.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Confeitos de alto mar

A menina queria
uma história
que fosse doce
e que falasse
dos bichinhos
que vivem no
fundo do mar.
E gostou de
ouvir sobre os
biscoitos em
forma de estrela
que dançavam
à noite sobre
as ondas para
a sobremesa
do siri dengoso
e das sereias.

Língua estrangeira




Foram mais de mil
as noites em que você
leu para mim numa
língua estrangeira,
usando a pronúncia
que as letras sugeriam.
Minha imaginação
seguia os sons, as
palavras desconhecidas
e formava histórias,
sem qualquer sentido,
como as dos sonhos
que logo eu sonharia.